que não nos falte amor
nunca
nunca.

In Música

THEATRE OF FATE // UM ÁLBUM MEMORÁVEL


Essa semana estava renovando a playlist do meu celular e procurei por álbuns que me trouxesse boas lembranças e a leveza de outras épocas que vai se perdendo com o passar do tempo.  Sim, eu sou dessas pessoas nostálgicas que normalmente revisita o passado para trazer de lá coisas que valeram a pena (ou nem tanto assim). Foi quando olhando as pastas vi Theatre of Fate. Salvei e no primeiro bus que subi, apertei o play e isso foi como retroceder muitos anos na casa da vida. Quando terminei de ouvir, ele é bem rápido dura cerca de 35 minutos que é um terço do que levo nas viagens de ônibus que ano fazendo, não hesitei em ativar o full replay automático. Eu não queria escutar mais nada. Viper era tudo que eu precisava e nem sabia. 

Lançado em 1989 e muito mais elaborado que seu antecessor,  Soldiers of Sunrise , Theatre of Fate é segundo álbum de estúdio da banda e o último com André Matos nos vocais. Outro fato marcante foi a saída de Cássio Audi da bateria para a entrada de Guilherme Martins. Há quem prefira peso à melodia, mas eu sou ao contrário. Os elementos de música clássica (sabidamente por influência de André) estão inseridos em todas as faixas, o que faz meu coração (sim, apesar de aquariana eu tenho um) vibrar fortemente. As guitarras são impecáveis e há um baixão tão bem definido que nem sei. Os arranjos são belos e elaborados que se colam ao vocal de maneira surpreendente.

Em uma entrevista de 2013, Andre Matos comentou a gravação do álbum:
[...] foi um grande salto de um nível para outro nível. Nós contratamos um produtor inglês chamado Roy Rowland que veio ao Brasil. O cara era muito bom, e nós tivemos tanta sorte de termos provavelmente o um dos melhores estúdios na cidade disponível para nós. Era um estúdio velho dos anos 50 ou 60, sabe, dos tempos do cinema. Eles gravavam orquestras inteiras lá, e eles tinham equipamentos maravilhosos, como mesa ao vivo e gravadores de fitas e todos os tipos de microfones e todos os tipos de salas e piano acústico e orquestra disponível, e tudo. Então foi uma realidade completamente diferente [...]

A adaptação da sonata de Bethoveen, Moonlight, é uma obra-prima. Você pode até não gostar do André Matos, mas tem de admitir seu feito. É fantástica. Não só nela, mas em todo disco, temos muitas cordas, piano e guitarras acústicas nas músicas a favor de imortalizá-las. Foi o que aconteceu. Mesmo com uma banda adolescente, para se ter uma ideia André tinha 17 anos na época, a Viper conseguiu criar algo simples, original e cuidadoso; daqueles discos marcam uma banda/artista pra sempre. E esse disco tem todo o meu amor.

Ouça Theatre of Fate na íntegra: Youtube

Related Articles

0 comentários:

Postar um comentário

Compartilha comigo o que você achou desse post. É muito bom ter você por aqui! ❤