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APRENDENDO COM O TAROT ZEN, DE OSHO


“O esplendor de uma pessoa que descobriu tudo o que se passa dentro dela é extraordinário porque, ao se tornar consciente, tudo o que é falso desaparece e tudo o que é real desabrocha. Exceto isso, não existe qualquer transformação radical possível. Nenhuma religião pode lhe dar isso, nenhum messias pode lhe dar isso. É um presente que você tem que se dar”.
— Osho, em O Livro da Transformação
Hey, amigos!
Enfim, o post que eu estava há um tempinho planejando, mas não tinha tempo de escrever, pois por ser um assunto bem complexo, precisava dispor de tempo, calma e tranquilidade. Comprei o Tarot Zen, inspirado nos ensinamentos de Osho, tem mais ou menos um mês e meio e o que me atraiu nele, especificamente, foi o fato de ir além da função premonitória. Por ter como base a filosofia zen, o jogo privilegia o presente, incitando a meditação e a intuição como instrumentos para se atingir o equilíbrio e a integridade pessoal. Resumindo, ele não vai adivinhar seu futuro. Ler cartas de tarô vai servir para você tomar decisões importantes e de última hora, ter uma ideia sobre intenções de desconhecidos ou mapear a situação em que você se encontra e de como poderia conduzir sua vida da melhor forma.

Quem foi Osho: nascido na Índia, Osho Rajneesh (1931-1990) formou-se em filosofia e lecionou nesta área, tornando-se conhecido mundialmente pelos seus ensinamentos espirituais que desafiavam diversas ideologias tradicionais e doutrinas estabelecidas. Pregou com fervor a arte da meditação ativa – também conhecida como “dinâmica” – como meio para conquistar a liberdade pessoal e atingir a verdade e a compaixão. Atualmente, existem diversos centros baseados na sua visão, como o fundado por ele próprio, em 1974, em Puna, na Índia.  

O tarot: composto por 79 cartas e de um livro de apoio, o baralho é ilustrado com imagens atualizadas e que substituem os elementos medievais presentes nos tarôs tradicionais. A estrutura premanece com arcanos maiores, arcanos menores, porém foi adicionada, às 22 cartas (arcanos maiores), uma carta sem número denominada O Mestre e que traz a figura de Osho.  Ela simboliza a transcendência do individuo após ter trilhado todo o caminho da viagem inicial, através da consciência. As denominações também foram modificadas e as cartas receberam nomes baseados na filosofia zen, de Osho, com exceção de O Bobo e Os Amantes que permaneceram inalterados. Veja como ficaram alguns nomes:


Carta I, O Mago – recebeu o nome de Existência e foi representada por uma mulher nua, sentada sobre uma flor de lótus, a contemplar o universo. Representa a base do pensamento zen, segundo a qual o indivíduo é parte integrante de um todo e o seu crescimento interior é resultado de uma atitude de contemplação e de aceitação do que a vida lhe oferece.

Carta III, A Imperatriz – é denominada A Criatividade e representa o potencial criativo do indivíduo quando este consegue se desprender do seu ego e participar da existência de uma maneira fluída e livre.     

Carta IV, O Imperador – foi chamada de O Rebelde e mostra um homem que é mestre de seu próprio destino. Sobre o seu ombro direito há o emblema do Sol, representando a energia criativa masculina. A corrente partida aos seus pés denota uma pessoa que conseguiu romper os condicionamentos sociais e viver de acordo com sua verdade interior.
    
Carta XIII, A Morte (ou “sem nome”) – é traduzida como A Transformação e a assustadora imagem da caveira com a foice nas mãos, presente no tarô tradicional, foi substituída por uma harmoniosa figura de um ser em posição de lótus que mantém nas mãos os instrumentos para a autotransformação, em consonância com o real significado da morte.

Os arcanos menores – nas 56 cartas os naipes de Paus, Copas, Espadas e Ouros foram traduzidos por Fogo, Água, Nuvens e Arco-Íris, essa ordem. Estes são representados nas cartas por diamantes de cores diferenciadas: as cartas do elemento fogo possuem um diamante na cor vermelha, as de água um diamante azul, as de nuvens um diamante cinza e as de arco-íris um diamante multicolorido. Embora esta configuração se diferencie com relação a dos tarots tradicionais, ela igualmente representa os quatro aspectos que devem ser trabalhados pelo indivíduo.

Fogo (Paus): representa a esfera da ação, do movimento, da energia vital que nos move e nos permite ser criativos.

Água (Copas): corresponde à esfera das emoções, de um tipo de energia mais receptiva e mais feminina (Yin) do que a do fogo (Yang). Diz respeito igualmente à intuição e à voz do coração.

Nuvens (Espadas): simboliza o mental, o pensamento, a capacidade de comunicação e de compreensão. É representado pelas “nuvens” uma vez que, na visão zen, o mental muitas vezes pode vir a obscurecer a luz, a tornar nebulosa uma situação que deveria ser resolvida a partir do coração e não apenas com a razão.

Arco-Íris (Ouros): corresponde ao elemento terra e evoca os aspectos prático e material da vida. Por estar embasado na filosofia zen, também evoca a união da terra com o céu – representada pelo arco-íris –, a integração do corpo com a alma e o equilíbrio dos opostos.

Como ler: Não há uma regra específica para jogar o TarotZen, de Osho. Você pode pesquisar e ver se encontra algo que seja adequado às suas necessidades. Eu tenho minha própria forma de interpretação das cartas. Busco, de maneira intuitiva, a partir das primeiras sensações provocadas pelas imagens, observar o que elas representam. As cores, os seres, as forças da natureza presentes nos arcanos maiores, bem como os elementos representados em cada um dos naipes dos arcanos menores, tudo isso tem simbologia. Conjuntamente, recorro ao livrinho que traz esclarecimentos preciosos.

Não há também rituais específicos ou sobrenaturais para à tiragem das cartas, ficando à escolha do consulente a maneira de interagir, a escolha dos elementos que devem estar presentes ou serem evocados durante a consulta. Eu prezo pelo silêncio, concentração e calma. Uma música suave, um incenso e uma vela são sempre bem vindos. O importante é que cada um encontre a maneira mais autêntica e que tenha maior sintonia com suas crenças e motivações.

Como limpei energeticamente o meu tarot: decidi descansá-lo, no chão, sobre um copo com água, ao lado de uma vela e de incenso (ambos acesos); cada um desses itens representa um elemento (terra, água, fogo e ar). Deixei assim por 4 horas (tempo que durou a vela que utilizo). Cuidei para que a fumaça (que representa o ar) ficasse na direção dele. É importante realizar uma limpeza sempre que sentir necessidade, sem descuidar ou exceder.  

Por fim, o jogo do Tarot Zen, de Osho, deve ser visto como um apelo para o despertar da consciência, para estabelecer a harmonia com Universo, despertar a sensibilidade e praticar a intuição. O que importa é viver o agora, sermos gratos, mantendo sempre o pensamento elevado e positivo.

Que nossas leituras sejam sempre as que merecermos.
Está feito!

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3 comentários:

  1. UAU!
    Adorei o tarô do Osho e post.
    Mostrarei para minha amiga.. ela vai amar. :)

    Um beijo, estou te seguindo.

    www.purestyle.com.br

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    1. Fê! Fico muito contente que tenha gostado do post e, principalmente, do tarô. É um tema é meio polêmico, pois nem todos estão abertos e tratam o assunto de forma desrespeitosa, principalmente, por ir de encontro com suas crenças. Mostra mesmo pra tua amiga, espero que ela também goste.

      Um super beijo!

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  2. Oi Neila,
    Vim retribuir sua visita, conhecer seu blog e adorei. Amei o post e conhecer um pouco sobre o tarô de Osho.
    Tenha uma ótima semana!
    Bjs❤
    Abrir Janela

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