In #12mesesdepoe

#12MESESDEPOE: O ESCARAVELHO DE OURO


Hey, amigos!
Último dia de julho (entre os dias programados para posts: segundas, quartas ou sextas). Por coincidência ou não, estes dias tem sido sempre reservados para as resenhas do desafio #12mesesdepoe. Fato é que chegamos ao sétimo conto! Quão incrível é o passar dos dias...

Com 25 páginas e ambientado no século 19, numa pequena ilha ao sul dos Estados Unidos, O Escaravelho de Ouro, é uma história de mistério e aventura, com três personagens centrais: o narrador (o qual não é mencionado o nome), William Legrand (homem falido que decide se refugiar na tal ilha) e Júpiter (escravo que mesmo liberto permanece junto a seu antigo patrão). 

Com uma breve e rica introdução conhecemos o excêntrico William Legrand, homem culto que decidiu viver isolado e cujo narrador termina por "travar amizade". Com inteligência extraordinária, Legrand passa os dias a explorar a ilha, coletando as mais variadas espécies de insetos, conchas e outros materiais que julga colecionáveis. Numa dessas expedições, encontra um item da mais alta valia; um escaravelho que, como bem alerta seu aparentemente iletrado empregado é de ouro maciço. Um bicho estranho que desperta pavor em Júpiter e parece atormentar profundamente William. 

À essa altura, o nosso narrador-personagem que já havia se afastado do amigo de comportamento bipolar, é chamado por este para que voltasse imediatamente a visitá-lo. O velho Júpiter é quem se encarrega de levar um bilhete de conteúdo estranho e mesmo sem saber a motivação de tal chamado, acaba o convencendo a retornar para a ilha, pois precisa, de algum jeito, ajudá-lo a conter o "sinhô Will" que está obcecado, variando das idéias e tudo por culpa do tal inseto.

À contragosto, o narrador-personagem o acompanha e estranha o fato de Júpiter está munido das mais estapafúrdias coisas; pá, foice, picareta... Que estranho! - Para quê tudo isso? Questiona. Era um pedido de compra do "sinhô Will". Nesse momento, eu já estava apreensiva. Vai que esse homem é um psicopata? Acho que passou a mesma coisa na cabeça do narrador. 

Quando os dois chegam à ilha, encontram um Legrand muito misterioso que, como se fosse a coisa mais normal do mundo, convence os dois a se aventurarem com ele na floresta durante a noite. Para a empreitada, seu fiel cão, um terra-nova muito esperto, os acompanha. Coordenadas super calculadas, subidas em árvores e analise de crânios humanos são algumas das tarefas dessa jornada. Louco, não? Mal sabiam eles que não havia nada de loucura nisso; é aquela história... Nunca subestime a inteligência de uma pessoa, você pode se surpreender. 

Em O Escaravelho de Ouro nossa atenção fica presa do início ao fim. Eu, assim como o narrador-personagem, me enganei profundamente com o "sinhô Will". Na verdade, tinha ele uma mente brilhante e não era nada louco. Aliás, isso não se assemelha a muitos casos nos quais uma pessoa é julgada insana quando, na verdade, ela está muito à frente dos medíocres? Pois é... Poe que o diga. Poe que o diga... 

Related Articles

2 comentários:

  1. Sua conclusão do texto foi excepcional! <3 Ameeeei!
    Aliás, sou apaixonada pelas coisas que você publica na página do blog no facebook. Vontade de compartilhar tudo! <3

    ResponderExcluir