que não nos falte amor
nunca
nunca.

In Dezembros

coisas que eu gostaria que você soubesse

Hey, amigos!
Esse post é bem pessoal, quase um desabafo. Enquanto escrevo, toca no rádio uma música linda que não sei o nome, nem a letra de cor. Há dias que acordamos tão nostálgicos, não é mesmo? Tive um dia cheio, nem conferi as previsões que o Céu nos reserva. Deve haver algo relacionado a isso que estou sentindo, os Astros devem estar mandando um recado que não quero ouvir. Provavelmente. Mas, agora, preciso escrever e vocês serão minhas testemunhas.


Aproveitando que estou aqui, quero te contar umas coisas. De como insisto em criar, de como vejo seus olhos cheios de céu e de mar, densos, lindos. Os lábios, hirtos, sem cor, bordas de uma gruta sem fundo e misteriosa. Os braços, como uma floresta vasta, impenetrável e cheia de vida, cheia. As mãos, flores brutas, bárbaras e insistentes; os dedos, como folhas compridas, viçosas. O tronco, as pernas, o sexo, os pés, como uma tempestade silenciosa, que se aproxima lentamente e chega, violenta, destruindo e fazendo renascer, crescer vida por onde passa. E tem o seu coração que eu não criei. Formou-se das lavas quentes, resfriadas pelas águas salgadas, que foram virando rocha, virando pedra escorregadia, fadando ao tombo quem se arriscar a caminhar por ele.

E você segue inacabado, perfeito, sublime, natural; abstrato e arriscado como um precipício. Eu não te conheço, mas te quero e te criei pra mim.

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1 comentários:

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