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In #12mesesdepoe

#12MESESDEPOE // HOP-FROG


Hey, amigos!
Estive ausente do blog por motivos de nem eu sei. Não consegui manter a constância em março, enfim. Li o terceiro conto do desafio, porém não publiquei nada. Faço agora e já.

Hop-Frog versa sobre a história de um anão, raptado da sua terra natal para servir a um rei escroto como bobo da corte. Além dele, há Tripetta, uma anã conterrânea do bufão e bastante querida no castelo. Ávido por troças, o tal rei exige ser surpreendido, já que apenas o defeito físico do nosso personagem e as velhas piadas não são suficientes. Sim, além de anão, Hop-Frog é coxo; vem daí o apelido, pois seu caminhar se assemelha ao de um sapo. 
O tempo passa e nada vem à cabeça para fazê-los fazer rir, Hop-Frog está cansado daquilo. Mas, sem novas pilhérias, o rei se mostra extremamente agressivo e Trippeta imediatamente sai em defesa do amigo. A audácia da anã deixa o monarca louco de raiva e este a humilha atira-lhe à cara o vinho que tinha em sua taça. Ocultando a ira com grande esforço, surge uma ideia e Hop-Frog propõe ao rei uma partida jamais vista e que irá divertir os convivas de modo totalmente novo. Hurra!

Escrito em 1849, cabe perfeitamente hoje. De um lado camponeses sofredores; de outro, castelões ricos e cruéis. É a disputa genuína entre o bem e o mal existencial. Poe nos brinda com um história fantástica e nos dá um final recompensador. Uma simbologia perfeita. 

- t r e c h o s -
“O anão hesitou. O rei ficou vermelho de raiva. Os cortesãos sorriam cruelmente. Tripetta, pálida como uma morta, aproximou-se da cadeira do monarca e, caindo de joelhos perante ele, implorou-lhe que poupasse o seu amigo.”
“Houve um silêncio mortal, que durou por um meio minuto, durante o qual a queda de uma folha ou o flutuar de uma pena poderiam ser escutados. Foi interrompido por um som rascante, baixo, mas áspero e prolongado, que parecia se originar ao mesmo tempo em cada canto da sala.”
Esse é um conto bem fluído, pra gente ler numa tacada só. A história sobre a tristeza por detrás do palhaço, pessoas que se divertem às custas da dor dos outros, uma vingança recompensadora (ou seria justiça? Certamente é aquele veneno para encher a taça da maldade). A junção desses elementos é perfeita para fazer de Hop-Frog uma ótima leitura. Poe é mesmo genial, eu amei!


Para ver: A Orgia da Morte, (The Masque of the Red Death), dirigido por Roger Corman


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2 comentários:

  1. Oi Neila! Obrigada por continuar participando do projeto, é por vocês que ele existe!
    A resenha está linkada no meu blog e logo logo vai pro facebook do projeto! Beijos!

    Meu blog: Anna Costa

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    1. O mesmo comentário em todos os blogs! Na próxima, se dá ao trabalho de ler.

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