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In #12mesesdepoe Livros

#12MESESDEPOE // METZENGERSTEIN


Hey amigos!!


Como falei no post sobre os 207 anos de Poe, estou participando de um projeto super legal, proposto pela Anna Costa, chamado desafio #12mesesdepoe. Funciona assim: deveremos ler um conto de Poe por mês, até o final do ano. Há uma página no Facebook dedicada ao desafio e parece que vai ser criado um grupo de discussão. Não é obrigatório resenhar, fica a critério de cada um. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz quando descobri, meio que por acaso num repost no Facebook.

São ao todo, são 12 contos e alguns deles eu até já li e embora a gente tenha liberdade para substituir, achei a relação tão fantástica que prefiro ler novamente mesmo, até porque tem um tempão que li... Sem contar que, a cada leitura, você consegue ter uma nova impressão. Poe é assim: você lê hoje e tem uma impressão, torna a ler amanhã e percebe várias outras coisas. É incrível. Li Metzengerstein quando estava no ensino médio e reler agora foi bem nostálgico. Tanta lembrança boa daquela época!

Agora conto minhas impressões e, de antemão, já falo que esse é um dos meus contos favoritos dele.

Primeiro conto de Poe a ser publicado em um revista, Metzengerstein conta a história da briga secular entre duas famílias húngaras: de um lado os Berlifitizings; de outro, os Metzengersteins. Essa discórdia toda serve como pano de fundo para tratar da metempsicose; uma espécie de movimento cíclico por meio do qual um mesmo espírito, após a morte do antigo corpo em que habitava, retorna à existência material, animando sucessivamente a estrutura física de vegetais, animais ou de seres humanos mesmo. E o sobrenatural não para por aí. Há uma espécie de maldição ou profecia a se cumprir, pois ao que se revela "um nome elevado sofrerá queda mortal quando, como o cavaleiro sobre seu cavalo, a mortalidade de Metzengerstein triunfar da imortalidade de Berlifitzing." Está traçado e assim se desenrola a história.

Em toda essa rixa os Berlifitzings, menos antigos e menos ricos, se ressentiam ainda mais por esses fatos e também pela tal profecia parecer dar um triunfo final à casa mais poderosa. O Conde Guilherme de Berlifitzing, com sua elevada linhagem, era um velho enfermo e caduco, mas apaixonadíssimo por cavalos (já amo esse velho louco) e adorava tanto esses animais que nem a doença corporal, a idade avançada ou a incapacidade mental, impediam sua participação diária nos perigos das caçadas a pleno galope. Ao contrário do Conde, o Barão Frederico de Metzengerstein, estava em plena juventude, tinha 18 anos, porém já vivera a perda dos pais e, estando na mais profunda solidão, o tempo naquele velho castelo não lhe era muito amigo, o fazendo envelhecer demasiadamente.

E não mais que de repente, de uma hora para outra, esse jovem torna-se insano. Ele que era recluso e solitário, passa 3 dias totalmente transtornado, frequentando orgias e tendo as mais cruéis e repugnantes atitudes, chegando a ser comparado com Herodes e com o próprio Calígula, credo. No quarto dia, depois de toda loucura, as estrebarias de seu inimigo é incendiada. 

Enquanto o kissuco fervia do lado de lá, com gritaria e confusão, Frederico estava imóvel, sentado em um de seus aposentos. Até que de um salto ele percebeu que afinal a profecia estava lá o tempo inteiro, retratada em sua tapeçaria; um cavalo imóvel e seu cavaleiro derrotado, subjugado. Até que, transtornado e em busca de ar fresco, chega aos portões do palácio e se depara com um cavalo arisco, imponente e muito familiar. A grande questão é que ninguém na região conhece aquele animal, o qual o barão acaba tomando pra si e que acabará mudando drasticamente os seus dias.

O final desse conto é surpreendente, Poe, como ninguém, consegue nos prender numa teia misteriosa do mais puro suspense. Não houve muitas mudanças nas minhas impressões desde que li Metzengerstein pela primeira vez . Realmente, ele continua sendo um dos meus favoritos.

Para saber mais sobre o desafio, clique aqui

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